Brasil-Portugal/OSB-OSP

Todos sabemos que já há alguns anos,com maior ou menor intensidade, que alguns sabichões pseudo-inteligentes, críticos mal intencionados e reconhecidamente mediocres fazendo criticas de pontos de vista pessoal e tentando que estas sejam interpretadas como uma representação da opinião pública ou tentando influenciar a mesma, invejosos e políticos culturalmente analfabetos, desejam asfixiar o S. Carlos até que os seus corpos artísticos dêem o último suspiro, estes considerados uns “coça-barrigas” parasitas que gastam os dinheiros públicos, ou um “mal necessário” ao meio cultural que se insere e como tal sem dar nada em troca ao muito de nada que recebe.

Por ser fácil e por não fazerem a mais pequena ideia do funcionamento de um Teatro de Ópera ,de uma Orquestra,de um Coro ou de um Corpo de Bailado, a ordem é para despedir indiscriminadamente e fechar, em vez de inteligentemente reestruturar e dotar o Teatro dos meios suficientes para “viver” com a premissa que a cultura é um “bem necessário” a qualquer população/país que pretende afirmar-se pela sua individualidade e qualidade intrínseca.

É muito dificil compreender como elementos activos deste Teatro, que é o único Teatro de Portugal que se dedica à ópera e que alberga o único Coro Profissional  e a Orquestra de maior dimensão do País, o tratamento a que é sujeito.

Neste momento o S. Carlos definha. A OSP, primeira orquestra do país, sediada na capital é a mais mal paga sem local de ensaio,más condições de trabalho e sem orçamento para temporadas  de ópera ou concertos sinfónicos com solistas e maestros de qualidade artística. Porque todos acreditamos que só numa base se sustentação artística se pode criar públicos e elevar orquestra e coro e com eles o Teatro para um patamar de excelência que desde de sempre habitou e nos habituou esta casa.

Por tudo isto aqui vos deixamos último post do Maestro Neschling.

Basta apenas trocar o País(Brasil por Portugal) e uma letra na orquestra(OSB por OSP) e este artigo assenta-nos que nem uma luva.

Contribuição de Alain Lompech

Publicado em 20/04/2011 por semibreves

O texto que abaixo reproduzo é um comentário ao meu último post. No entanto, dada a importância de seu conteúdo e a importância de quem o redigiu, achei necessário estampá-lo com destaque nesse blog. O original, em francês, é de autoria de Alain Lompech, editor de cultura do jornal francês “Le Monde”, um dos mais importantes jornais europeus e cuja irradiação é imensamente maior do que a desse modesto blog. Em seguida tomei a liberdade de traduzi-lo para o português, para que fosse compreensível para todos os leitores. Finalizo dizendo que é uma honra para esse blogueiro poder trazer aqui com exclusividade um texto de Alain Lompech sobre a nossa realidade musical e cultural. Mais feliz ainda fico por observar que muito daquilo que vem no texto condiz com as linhas mestras do pensamento que venho tentanto expressar no decorrer dos últimos 10 meses de existência desse blog. Divirtam-se.

La seule chose qui soit derrière l’affaire OSB, c’est la médiocrité intellectuelle d’individus qui n’ont pas compris qu’une institution artistique était plus importante que ceux qui détiennent un simple pouvoir temporel sur elle. Ils doivent la rendre en meilleur état que le jour où ils en ont reçu les clefs.

Une institution n’est pas un outil de promotion personnelle : quand il en est ainsi, ce n’est que catastrophe et ruine. Quand ceux qui la dirigent n’ont qu’un but : faire grandir l’institution, alors le prestige de l’institution rejaillit sur eux.

Le Brésil est un pays qui, vu de l’extérieur, a profondément changé. Il n’est plus seulement ce pays tropical, sensuel et dangereux, ce pays poursuivi par un avenir radieux qui ne le rattrapait jamais. Le Brésil est enfin vu pour ce qu’il est, un pays dont la culture érudite et populaire est aussi importante pour le monde que la forêt amazonienne l’est pour l’équilibre écologique de la planète.

La médiocrité intellectuelle dont je parlais vient de ce que l’OSB n’est pas regardé par ses tutelles, autant publiques que privées, comme le trésor national qu’il devrait être. Alors, on le confie à des artistes et des administrateurs qui n’ont pas conscience de l’enjeu que représente cette institution, de son passé comme de son avenir et de la forte implication qu’elle doit avoir dans la vie musicale et intellectuelle du pays.

La seule justification qu’il y a de maintenir en vie une institution symphonique, comme un opéra, est qu’elle créée la musique de notre temps et qu’elle maintienne en vie le répertoire au plus haut niveau de qualité possible.

Le Brésil a les ressources financières et intellectuelles pour mener un tel projet à la victoire. Il le peut et il le doit.


“A única coisa que pode estar por detrás do “affair” OSB é a mediocridade intelectual de indivíduos que não entenderam que uma instituição artística é mais importante do que aqueles que detém um simples poder temporal sobre ela. Eles precisam devolvê-la num estado melhor do que aquele que existia quando as chaves lhes foram entregues.

Uma instituição não é um utensílio de promoção pessoal: quando este é o caso, não passa de uma catástrofe e da ruína. Só quando os seus dirigentes não têm outro objetivo senão fazer crescer a instituição, é que o prestígio dessa instituição acaba por resvalar sobre eles próprios.

O Brasil é um país que, visto de fora, mudou profundamente. Não é mais somente aquele país tropical, sensual e perigoso, um país perseguido por um futuro radioso, que nunca consegue alcançá-lo. O Brasil está finalmente sendo visto pelo que ele é, um país cujas culturas erudita e popular são tão importantes para o mundo quanto a floresta amazônica o é para o equilíbrio ecológico do planeta.

A mediocridade intelectual a que me referia está refletida naquilo que a OSB não representa, mas que deveria representar para os seus tutores, tanto públicos quanto privados: o tesouro nacional que deveria ser. O resultado é que se confia a instituição a artistas e a administradores que não têm a consciência do desafio que esta instituição representa, do seu passado e do seu futuro, e das fortes implicações que ela necessita excercer na vida intelectual e musical do país.

A única justificativa que existe para que se mantenha uma instituição sinfônica, assim com uma ópera, é que ela crie a música de nosso tempo e que ela mantenha vivo o repertório no seu mais alto nível de qualidade.

O Brasil possue recursos financeiros e intelectuais para levar um tal projeto à vitória. Ele o pode e ele o deve.”

Voilà…

Voilá… para nós também!!!


Rui,Vitó e Midinho

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Mensagem


Voltará a ser assim?


Gerações

O Pai ,Jaime Guerreiro,no Conservatório Nacional em 1959

 

Os filhos ,Rui e Anabela Guerreiro, no Conservatório Nacional de Lisboa em 1986

 

51 anos depois do avô

 

O neto, Lourenço Guerreiro, no Conservatório Nacional de Lisboa em 2010

 

 

 


OSB não desiste!

Theatro Municipal do Rio de Janeiro 09/04/2011
Público, OSB e OSB Jovem colocam o sr. Roberto Minczuk para fora do palco do TMRJ em protesto a uma série de atitudes arbitrárias, ilegais e ditatoriais. Basta de abuso de poder neste Brasil dos desgovernos!


Interessante…

Orchestra etiquette and rules

Posted on February 8, 2011 by Fiddlerman

After reading various blogs about orchestra etiquette I decided to compile ideas collected from many different professional as well as amateur players. If you come up with suggestions to add or change, please contribute below.

Orchestra Rules

  • Always have a pencil on your stand to write down bowings and instructions.
  • Be kind to your stand partner
.
  • Check with your stand partner that you’re both sitting comfortably to see the music.
  • Write any additional bowings/fingerings into the pages immediately and if something is unclear don’t be afraid to ask.
  • The person on the inside (left) of the stand usually turns the pages of the music.
  • The person on the outside plays the top part of the divisi parts.  The person on the inside plays the bottom.
  • When there are more than two parts the section leader decides, but usually 1st line – 1st desk, 2nd line – 2nd desk, 3rd line – 3rd desk and so on. If only 3 lines than 4th desk 1st line…….
  • Watch the section leader for bowings, length of notes, style of bowing, entrances, etc.
  • If you have a question, ask the section leader, don’t raise your hand to pose questions to the conductor.  If the leader of your section can’t answer your question he or she should pose the question.
  • Arrive in plenty of time, at least 15 minutes before rehearsals.
  • Learn your material thoroughly.
  • Be sure you can clearly see the conductor.
  • Count carefully.
  • Listen – not just to your own part but to everything else that is going on around you.
  • Be respectful of other people’s space.
  • Don´t talk or whisper if the conductor is talking or rehearsing other sections and you´re not playing.
  • Play with confidence and don’t be ashamed of messing up, keep your cool and know what’s going on.
  • Observe dynamics, especially extreme soft dynamics such as pp, otherwise you might stick out and destroy the effect for the whole section.
  • It’s better to follow your section, even if your leader is wrong, than to strike out on your own if he or she has entered at the wrong spot. Hopefully you have a good leader who isn’t wrong very often.
  • No matter how tempted you may be to take your finger and “thump” on an instrument in the percussion section, don’t.  In fact, refrain from walking through the percussion set up at all.
  • The concertmaster is considered in charge after the conductor and the section leaders are his/her deputies.
  • Keep your ears and eyes open and your mouth shut.
  • When the oboe plays 440 Hz at the beginning of rehearsal or after break, stop what you are doing and be silent.
  • Tune only when it is your section’s turn to tune.
  • When you are done tuning sit quietly until all others are done tuning.
  • Don’t practice while others are tuning.
  • Tune quietly and not loudly.
  • Respect others so that everyone can hear their instrument and the tuning note being given.
  • Begin by tuning your A until everyone has done so then proceed to tune the rest of your instrument.
  • Don’t practice concertos,  cadenzas,  solos, and caprices loudly before rehearsal so that everyone can hear how great you are. Many will hate you immediately.
  • Look over your part and practice softly instead of showing off or do some quiet warm-ups. Play scales, arpeggios, your part, or whatever you need to play to feel ready.
  • Don’t stare at wind players who make mistakes, heads whipping around while they play can be annoying.
  • Don’t text or surf your iPhone (or any other electronic mobile device) when the conductor is working with another section.  Instead, pay attention to what s/he is telling the other section.
  • Bring cough drops in case you or someone else has a coughing attack.
  • If you must choose between getting all the notes or getting the beats, choose the beats.
  • If you have to completely fake a section, get the bowings in sync with your section at the very least.
  • It is better to skip a note/ measure than to play a solo during a rest.
  • Know which notes and exposed sections exist for your part and learn them to the best of your ability.
  • Don’t be afraid to make mistakes or ask questions.
  • Don’t be the loudest player in the group unless asked for.
  • Arrogance wins no friends.  A pleasant attitude makes for a player that others want to have around.
  • For outdoors – clip well your pages because if their is a slight breeze they can fall off the stand. Be able to turn them fast and efficiently.
  • Bring sunglasses if ever you do outside summer concerts they could be your savior.
  • Don’t scrape your chair across the floor while the orchestra is playing. If possible position your chair correctly before the rehearsal begins.
  • Do not wear perfume, or at least limit the amount. Some people are allergic.
  • Make sure your case is properly stored.
  • Do not handle other people’s instruments unless they ask you.
  • Do not tap your foot in time.
  • Play with both your feet on the floor and absolutely not crossed.
  • Make sure that your violin/viola is not directly in the line of sight of your partner. They need to see the notes.
  • Once everyone is seated you may be asked to move to the left or right so that the stands behind you can see the conductor. If you must reposition yourself, check with those musicians.
  • Last but not least, smile and have fun :-)

For women

  • Be careful what kind of skirts you choose (if ever it’s needed) since one is more comfortable sitting with legs appart to play.

The following, while it may be good advice, are not my recommendations:

  • Enjoy the jokester of the group, the one making wry observations about everything happening around you and causing everyone to start giggling uncontrollably. There always seems to be one.
  • If you can’t play your part learn how to air-bow (i.e., look like you are playing when you’re not – when the going is too tough) because one person playing wrong is still heard under 10 playing right.
  • Learn the art of “fakeando” as it’s known in my local orchestral community… If you can’t play every note, at least play the one note on the start of every beat. Some professional orchestral musicians even fake things from time to time.

Relato de um homem que depilou os tintins…

Estava eu a ver TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada para fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando a minha esposa se deitou ao meu lado e começou a brincar com minhas “partes”.

Após alguns minutos ela teve a seguinte ideia:

– Por que é que não me deixas depilar os teus “ovinhos”, pois assim eu poderia fazer “outras coisas” com eles.

Aquela frase foi igual a um sino na minha cabeça. Por alguns segundos imaginei o que seriam “outras coisas”. Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu a imaginar as “outras coisas”, não tive argumentos para
negar e concordei.

Ela pediu-me que me pusesse nu enquanto ia buscar os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei a ver TV, porém a minha imaginação vagueava pelas novas sensações que sentiria e só despertei quando ouvi o beep do microondas.

Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei estranhos aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de “dona da situação” que deixaria qualquer médico urologista sentir-se um principiante.

Fiquei tranquilo e autorizei o restante processo. Pediu-me para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e libertasse o aceso à zona do tomatal.

Pegou nos meus ovinhos como quem pega em duas bolinhas de porcelana e começou a espalhar a cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa! O Sr. “tolas” já estava todo “pimpão” como quem diz: “Sou o próximo da fila!”

Pelo início, imaginei quais seriam as “outras coisas” que aí viriam.
Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou-os no plástico com tanto cuidado que eu achei que ia levá-los de viagem.
Tentei imaginar onde é que ela teria aprendido essa técnica de prazer:
Na Tailândia, na China ou pela Internet?

Porém, alguns segundos depois ela esticou o “saquinho” para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro ” A PUUUUTA QUEEEE TE PARIUUUUUUU”, quase gritado letra por letra.

Olhei para o plástico para ver se a pele do meu tin-tin não tinha vindo agarrada. Ela disse-me que ainda restavam alguns pelinhos, e que precisava repetir o processo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!

Segurei o Sr. Esquerdo e o Sr. Direito nas minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazónica em extinção, e fui para a banheira. Sentia o coração bater nas “pendurezas”.

Abri o chuveiro e foi a primeira vez na minha vida que molhei a salada antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos deixando a água gelada escorrer pelo meu corpo. Saí do banho, mas nestes momentos de dor qualquer homem se torna num bebezinho: faz merda atrás de merda.Peguei no meu gel pós barba com camomila “que acalma a pele”, besuntei as mãos e passei nos “tomates”.

Foi como se tivesse passado molho de piri-piri. Sentei-me no bidé na posição de “lavagem checa” e deixei a água acalmar os ditos. Peguei na toalha de rosto e abanei os “ditos” como quem abana um pugilista após o 10° round.

Olhei para meu “júnior”, coitado, tão alegrezinho uns minutos atrás, e agora estava tão pequeno que mais parecia o irmão gémeo de meu umbigo.

Nesse momento a minha esposa bate à porta da casa de banho e perguntou-me se eu estava bem. Aquela voz antes tão aveludada e sedutora ficou igual a uma gralha. Saí da casa de banho e voltei para o quarto. Ela argumentava que os pentelhos tinham saído pelas raízes, que demorariam a voltar a crescer. Pela espessura da pele do meu tin-tin, aqui não vai nascer nem sequer uma penugem, disse-lhe.

Ela pediu-me para ver como estavam. Eu disse-lhe para olhar mas com meio metro de intervalo e sem tocar em nada, acrescentando que se lhe der para rir ainda vai levar PORRADA!!

Vesti a t-shirt e fui dormir, sem cuecas. Naquele momento sexo para mim nem para perpetuar a espécie humana.

No outro dia de manhã, arranjei-me para ir trabalhar. Os “ovos” estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca d’antes soprados.

Tentei vestir as boxers, mas nada feito. Procurei algumas mais macias e nada. Vesti as calças mais largas que tenho e fui trabalhar sem nada por baixo.

Entrei na minha secção com uma andar igual ao de um cowboy cagado.
Disse bom dia a todos, mas sem os olhar nos olhos, e passei o dia inteiro trabalhando de pé, com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.

Resultado, certas coisas só devem ser feitas pelas mulheres. Não adianta nada tentar misturar os universos masculino e feminino.