Silveira e “sua” Orquestra

Boa noite a todos os que nos seguem quer via terrestre, digital ou la o nome que lhe quiserem dar.

Na passada Sexta Feira, dia de estreia da ópera “Banksters” do compositor Português Nuno Corte Real, encenação de João Botelho, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Coro do Teatro Nacional de São Carlos, deparei-me com a presença na plateia do “crítico” Henrique Silveira, que como todos nós sabemos, tem uma sensibilidade crónica para nos “avaliar” enquanto músicos profissionais.
Chegado o intervalo entre o segundo e terceiro actos, achei que tinha chegado o momento de confrontar tão ilustre personagem.
Depois da minha súbita apresentação, confesso que tive alguma dificuldade em estabilizar o dito “crítico” olhos nos olhos, mas acabou por acontecer (isto de ter olhos azuis dá jeito)e a partir daí foi uma troca de ideias muito interessante .

Senão vejamos:

Comecei por dizer que respeitava toda e qualquer crítica, mas não tolerava que alguém chegasse ao ponto de dizer/escrever que, e passo a citar, “que o melhor para os contribuintes era o encerramento do Teatro bem como a extinção da Orquestra Sinfónica Portuguesa”.

Disse que não lhe reconhecia capacidades musicais ou quaisquer outras para tal avaliação e que esta era uma falta de respeito para com os músicos e  todos os que com eles trabalham diariamente.

Perguntei se tinha alguma vez escrito algo sobre o ensino da matemática no nosso país, pois essa é a sua área( professor na Universidade Nova)e porque segundo dados estatísticos estamos na cauda da Europa pela forma como esta matéria é ensinada aos nossos jovens, ao qual me respondeu que não.Aproveitei a oportunidade para dizer que esse ensino era medíocre, e que ele, Henrique Silveira, fazia parte de um problema nacional do qual também era responsável-fazia parte da incompetência.

Acrescentei ainda, que jamais iria ouvir da minha parte, que o seu lugar ou o de outro qualquer colega teria de ser extinto, pois não me cabe a mim fazer esse tipo de avaliação/julgamento,ao qual ele respondeu que estamos em democracia e que era a sua opinião, retorquindo eu  que a democracia  tem regras,que a democracia dele acaba onde começa a minha(por exemplo!) e que dizer barbaridades sobre terceiros não é saudável.

Por fim e depois de uma longa e acesa discussão,(devo sublinhar que tive sempre a presença distante do meu amigo Nuno Guimarães, não fosse a “fera doutorada” exaltar-se aqui com o violoncelista), fui convidado a escrever um artigo no jornal O Diabo, convite esse que declinei.
Agi de livre e espontânea vontade na defesa da nossa Orquestra e de todos aqueles que directa ou indirectamente trabalham com ela no Teatro Nacional de São Carlos.

Saudações Azuis e brancas

Emídio

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One Comment on “Silveira e “sua” Orquestra”

  1. Rui Guerreiro diz:

    Fizeste mal em declinar o convite para escrever no “Diabo”.Sempre podias falar sobre o FêCêPê…!


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